A primeira vez que me deste teu sorriso
houve uma enorme lua em quarto-crescente
iluminando a sombra da minha existência
sob o jardim de meus olhos já cansados
e deles marejaram correntes de água tão
doce que viraram açudes cristalinos a
refletir constelações de sóis migrantes
[ah, as nossas loucas e cadentes luzes!]
do infinito meu para o céu da tua boca!




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