as mãos partidas em manhãs de bruma
ela despertou de mim
como quem dormisse
os olhos através do século
a procissão das coisas em manhãs de bruma
se desvaneceu como que tocada
por uma sonata de mercúrio
sorriu-me um trítono em soluço
amanheceu a língua na manhã de bruma
abandonando uma canção amena
manifestando coração volante
imaginou vermelho
viu desmantelar a possibilidade
das árvores do pesadelo
e agalhou-se deste pássaro fluido
dentro da crisálida infinita




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