Simplicíssimo

Otlassa

OTLASSA

Um estalo, um sujeito correndo, um corpo no chão, e a multidão segue seu rumo…

– Vai com Deus, maluco…

– Num interessa, amanhã você me reconhece e eu tô pego.

– Mas como é que eu não veria seu rosto aqui no Parque Dom Pedro, às quatro da tarde?

– Ok, valeu, mas antes, tenho que te apagar, você viu meu rosto.

– Pronto, taí, vai embora vai.

– Aí, você não entendeu que é pra andar rápido? Vai, maluco, entrega logo essa merda.

– Calma, calma, toma o celular, deixa pelo menos eu ficar com a carteira, leve só o dinheiro.

– Aí, não fala muito não, vai entregando, vai, vai…

– Claro, claro, mas abaixa essa arma, por favor.

– Aí, isso é um assalto, mano. Passa a carteira, o celular, o relógio e esse isqueiro incrementado aí.

– Por favor, tem um cigarro pra me arrumar? Claro, só um minuto…

Se preferir, leia da última para a primeira frase…

Marcos Claudino, 37 anos, profissional de Recursos Humanos, tentando ser escritor… Culpa do Rafael…

Marcos Claudino

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