Simplicíssimo

Minha pegada ecológica

Você já sentiu o poder de sua pegada? Existe um website (www.myfootprint.org) que, através de um questionário razoavelmente bem estruturado verifica qual o impacto de cada um de nós no planeta, levando em consideração os recursos naturais ainda existentes, a poluição que causamos e o número de seres humanos que “pisam” sobre a Terra.

 

            Respondendo às questões (o que toma não mais do que 2 minutos) fiquei sabendo que precisaríamos de 4,5 planetas iguais ao da Terra para manter um mundo cheio de pessoas como eu. Isso que ando a pé com regularidade, tomo medidas para economizar energia e como alimentos não industrializados com alguma freqüência.

 

            A pegada global é medida em hectares por pessoa. No mundo inteiro, existem 1.8 hectares biologicamente produtivos por pessoa. Na média, o brasileiro consome 2.4 hectares globais. No meu teste, seriam precisos 8.1 hectares globais para que eu vivesse de forma “sustentável”.

 

            Há algum tempo já venho me preocupando com isso, mas muitos passos (que paradoxo, esse: não posso deixar marcas muito fundas, mas se der muitos passos…) ainda faltam como, por exemplo, utilizar o automóvel muito menos do que venho fazendo ultimamente.

 

            Já pensei mais de uma vez em adquirir uma bicicleta para os médios deslocamentos (entre 1 e 10 km) mas, somente parando para observar, vejo que minha cidade não está preparada para o ciclista. Ao mesmo tempo em que não há lugar para estacionar no centro da cidade, tampouco existem lugares seguros onde eu possa “estacionar” minha bicicleta.

 

            Para que cada um possa, qual aquele passarinho da história (aquele, do incêndio na floresta), fazer a sua parte: restam duas opções: educar-se e tratar de restringir o impacto que causamos no ambiente, tanto pelas escolhas dos meios de transporte que fazemos quanto nas escolhas alimentares e de bens de consumo que realizamos. Utilizar alimentos de hortas orgânicas próximas do lugar onde moramos, utilizar alimentos não industrializados, fazer algumas de nossas refeições semanais sem uso de carne, leite ou ovos, não desperdiçar os alimentos que compramos, percorrer mais distâncias a pé ou de bicicleta (deixando o automóvel para quando for estritamente necessário, oferecendo carona a amigos quando possível), prestando atenção no consumo de energia de nossas casas em aparelhos como chuveiro, máquinas de lavar ou secar e no tipo de lâmpadas que usamos são algumas das formas que temos de viver de forma sustentável.

 

            Medidas de controle de natalidade são importantíssimas em um mundo que já está sobrecarregados de seres cada vez mais consumistas e ávidos por tecnologia, tecnologia essa que traz conforto mas também é um fardo enorme para o planeta do ponto de vista de consumo de seus recursos naturais e energéticos.

 

            Não estou propondo uma volta às cavernas, mas tão somente uma reflexão sobre o assunto. Não precisamos abdicar de todas conquistas, mas podemos fazer escolhas mais racionais e, desta forma, ajudar diretamente, reduzindo o impacto de nossa pegada e indiretamente, através do exemplo para aqueles, principalmente os pequenos, donos das próximas gerações, que seguem nossas pegadas.

Rafael Reinehr

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