Sobre a calçada sem dono caem as folhas preguiçosas do outono.
Últimos Artigos
Risco
Devaneio. Meus olhos navegam Em transbordante lucidez. Respingos e ventos turvando um balanço manso. Só meu. Anseio. Sombras Instáveis. Movimentos pendulares do meu devaneio. O barco no meio...
Ao estilo Julián Murguía
HAVIA uns negrinhos, que barrigudos e descalços, na frente das casas toscas, chupavam o ranho que escorria do nariz. Um deles, com cara de sem-vergonha, sempre piscava o olho pra mim quando passávamos a...
Futebol, no fim
É dia de Gre-Nal, mas este não é um Gre-Nal comum. O clássico vai decidir a Taça Libertadores da América, o mais importante torneio do continente e, além disso, serve de...
Só
Era uma vez, há muito tempo, mas há tanto tempo que a própria palavra tempo era destituída de qualquer significado, existiam cidades cuja população era composta por toda sorte...
Dois poemas de Natal
Promessas Agora que o Natal à porta está, as pessoas, suas esperanças tornam a renovar… De todos os lados, ouvem-se promessas de paz e de bondade ou protestos de grandes amizades, sem...
Menina, solidão, sonhos e bolas de sabão
Fim de tarde. À porta de casa, a menina brinca com lindas e coloridas bolas de sabão. Hoje não há vento para levá-las para longe. Há só uma menina solitária e seu...
Edição 256 (11/12/07) – Animação Brasileira Animada
A redundância não é por erro, tampouco por acaso, mas é mesmo animadora. O Granimado (festival de desenho animado que ocorre nos dias que antecipam o Festival de Cinema) fechou parceria com a...
Poemamas no ônibus IV (aos pares)
Violentos Haikais 111/X Uma festa rala A fila não acaba na Kaballah Foi e ficou chupando bala Faroeste 96/X (Bem-me-quer) Bem-me-quer Necessária, sequer razão sequer necessária ilusão...
O caso do leite de caixinha com água oxigenada e soda cáustica
No curral havia o maior estardalhaço. Ninguém entendia ninguém. Era um querendo falar na frente do outro. Alguns animais preocupados, outros se sentindo culpados. Havia uma vaca, coitada, chorava...
Aluno
passo os olhos em tua geografia ouço atento tua história com minhas mãos te percorro anatomia ensina-me matemática somos 1 e 1 e as frações dois meios num abraço somos um...
A Suprema Virtude da Espera
DESCULPE-ME OH VERDUGO SE NO AÇOITE CONTRAÍ OS MÚSCULOS É QUE NO MOMENTO DOCE EM QUE CHICOTEAVA-ME DE GOZO ESTREMECI E NÃO PUDE DEMORAR-ME SABOREANDO OS ESTALIDOS DE VOSSA...




