Simplicíssimo

OSCAR 2009

Minha legião de leitores (são dois, na verdade, contando com o Simplieditor) deve recordar que na Edição 300 comentei a respeito do filme Okuribito. E não é que o filme (denominado “Departures” na terra do Tio Sam) acabou levando o Oscar de filme estrangeiro? O diretor Yojiro Takita (que, pasmem, começou a carreira com filmes pornôs) subiu com todo o elenco para receber a estatueta e gaguejou um Inglês que passou para a História na terra do sol nascente (o último filme nipônico a receber a estatueta na categoria foi “Samurai”, de Hiroshi Inagaki, em 1956). Kanpai (um brinde), pois eles merecem!

No mais, a Octagésima Primeira edição do Oscar espelhou a crise econômica mundial: longa e cheia de erros. Quem não percebeu as falhas de som é porque estava distraído com os tambores do Salgueiro. Mas, convenhamos, o filme vencedor da noite – o britânico filmado na Índia “Slumdog Millionaire” – bem que mereceu as oito estatuetas. É a versão hinduísta da história do patinho feio: O filme quase nem saía devido a problemas financeiros (e quem não os tem hoje em dia?), para ressurgir, na noite de 22 de fevereiro, como um dos maiores vencedores da história do prêmio, ao lado de feras como Gandhi (outro indiano dourado) e Amadeus. Dá-lhe Bollywood!

E Heath Ledger, hein, gente! Aconteceu o esperado: o Coringa, realmente, foi quem riu por último! Fica somente a pergunta: teria ganho se não tivesse, tragicamente, falecido? Minha resposta é… SIM, SIM e SIM. O jovem Ledger deixou-nos, mas seu legado permanece: o vilão de “O Cavaleiro das Trevas” é, sem duvidas, uma das maiores atuações de todos os tempos. Palmas eternas, talentoso Ledger.

Palmas também para Milk e o endiabrado Sean Penn: e não é que ele papou mais uma vez? Mas, claro, o “bad-boy”, em seu discurso, não poderia deixar de expressar sua postura politica, reclamando a legitimação do casamento homossexual (justíssimo, a meu ver). E tambem faço coro a Penn no que se refere a alegria de ver o retorno de Mickey Rourke. Bem-vindo de volta, lutador…

Ah, e do “Curioso Caso de Benjamin Button”: sobraram apenas três Oscars (um fiasco para quem tinha treze indicações) e o sorriso amarelo de Brad Pitt. Mas poderiam, ao menos, tê-lo poupado de ver o Wolverine contando piadas sem graça durante três horas, e o que é pior: sapateando ao som de Mamma Mia…

Ano que vem, tem mais.

Edweine Loureiro

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