Simplicíssimo

o estorvo

 

Outro dia, na cidade vizinha de Taubaté (moro em Caçapava, uns 25 km de distância) eu passava por uma rua abaixo do mercadão quando notei algumas barracas de camelôs. A rua estreita, que de um lado tinha as barracas e do outro os carros que estacionavam, o leito carroçável ficou estreito.
Mais à frente notei uma barraca com as duas escoras de madeira (que servem pra amarrar os plásticos como cobertura) avançadas pra rua e sem sinalização. Parei meu carro e fui ver de perto o fato. Aproximei-me da barraca mas estava fechada.  Camelôs vizinhos me avisaram que estava dasativada há tempos. Fui até a gerência no mercadão e um senhor me acompanhou até o local e verificou o perigo que aquilo apresentava (os dois pedaços de madeira, de uns 10 cm de espessura, um de cada lado da barraca avançava aproximadamente 1,5 m pra rua, pois se de dia apresentava perigo, imagine à noite. O funcionário responsável chamou o pessoal da Prefeitura que logo estava no local analisando o problema e pensando como resolvê-lo.

– Temos que abrir um chamado pra resolver isso – disse um técnico.

– Vamos fazer um relatório disso e entregar à gerência e ver o trabalho a ser feito – disse outro.

E os três olhavam, analisavam, coçavam a cabeça, o queixo… e as duas pontas ali oferecendo perigo. Pensei: nossa, quanta burocracia pra resolver um caso desses e que ainda oferece riscos de graves acidentes!

– Pessoal, jisso vai ser resolvido quando??

– Vamos discutir o caso na Prefeitura.

– Sei, sei… volto já já! – eu dissse. E saí.

Voltei com um serrote e pedi uma escada de abrir e me pus a trabalhar.

– O que o senhor está pensando em fazer??

– Isso oferece risco de graves acidentes, vou resolver…

– Mas o senhor não pode…

– Os senhores me perdoem, mas to vendo muita burocracia pra resolver um problema que tá na vista de todos e que como podem ver pode causar acidente, e antes que isso aconteça já to resolvendo.

Serrei os dois pedaços de tocos que avançavam pra rua e pronto! resolvido o problema. Claro que só fiz isso porque qualquer um via que aquilo ali era só um estorvo. Só isso!

Afonso José Santana

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