Propostas Para Um Brasil Melhor (I de VI)

A partir desta edição e nos próximos 5 editoriais, o Simplicíssimo estará propondo um debate aberto à sociedade brasileira através da apresentação de 6 “Propostas Para Um Brasil Melhor”.

Esperamos poder contar com uma discussão ampla dos temas aqui apresentados a cada semana e, derivado desta discussão, queremos propor um plano de metas realizáveis através da composição de uma Carta a ser redigida e endereçada ao presidente do Senado, da Câmara, do STJ, do STF e ao presidente do país.

A partir desta edição e nos próximos 5 editoriais, o Simplicíssimo estará propondo um debate aberto à sociedade brasileira através da apresentação de 6 “Propostas Para Um Brasil Melhor”.

Esperamos poder contar com uma discussão ampla dos temas aqui apresentados a cada semana e, derivado desta discussão, queremos propor um plano de metas realizáveis através da composição de uma Carta a ser redigida e endereçada ao presidente do Senado, da Câmara, do STJ, do STF e ao presidente do país.

Muito mais do que a mera apresentação das propostas, ensejamos o debate pleno e amplo das mesmas e, para que o mesmo seja rico, contamos com a divulgação de nossas Propostas na mídia instituída e independente. Qualquer leitor pode nos ajudar nesta tarefa enviando um e-mail ou carta aos representantes dos meios de comunicação que julgarem significativos, assim como convidar para a discussão pessoas que sabidamente se interessem em discutir temas relevantes para o futuro de nosso país.

Outra forma de divulgar as “Propostas Para Um Brasil Melhor” é colocar algum dos banners da campanha em seu site ou weblog, lincando para o Simplicíssimo e explicando do que se trata a campanha.

Dito isto:

Um dos aspectos mais prementes para o conserto de nosso país é a criação de mecanismos que tornem os gastos da máquina pública mais enxutos. Não há dinheiro sobrando, então não podemos desperdiçar.

O Brasil conta hoje com 513 deputados federais e 81 senadores, para representar 185 milhões de brasileiros. Os Estados Unidos da América tem 435 membros na Câmara, representando quase 300 milhões de habitantes.

A redução do número de parlamentares no Brasil para cerca de 300 (ainda é um número bastante significativo e, pessoalmente, creio que poderia ser menor) levaria a uma economia direta da ordem de R$ 260 milhões por ano. Façamos as contas para ver como chegamos a este número:

Salário do parlamentar: R$ 12.700,00

Cota postal-telefônica: R$ 4.200,00

Passagens aéreas: R$ 16.000,00

Verba indenizatória de despesas de gabinete: R$ 15.000,00

Auxílio-moradia: R$ 3.000,00

Verba para contratação de assessores de confiança: R$ 50.800,00

No período de um mandato, com a economia direta de cerca de 1 bilhão de reais seria possível construir 173 mil casas populares.

O que se busca não é, como poderiam argumentar nossos parlamentares, o enfraquecimento do Parlamento, mas tão somente cortar excessos, desperdícios que levam, paulatinamente, ao enfraquecimento da imagem do Legislativo frente à população já cansada dos desmandos e aumentos injustificados dos próprios salários.

Seria proposta ainda, uma moralização no que diz respeito aos aumentos “auto-infligidos” nos vencimentos do legislativo e judiciário. Por 20 anos (sugestão), ficam proibidos quaisquer reajustes e, com o corte do número de deputados federais, reduziria-se também a verba da Câmara, para que não aconteça como em alguns municípios em que foi reduzido o número de Vereadores mas a verba da Câmara continuou a mesma e foi rateada entre os referidos Vereadores.

Vivemos em um Brasil onde, lembrando a velha piada, viceja a fartura: “farta” saúde, “farta” comida na mesa do povo, “farta” educação de qualidade, “farta” caráter onde mais devia ter… Se pudermos cortar gastos e investir nas áreas mais carentes (e importantes) como educação, saúde, segurança pública e assistência social, certamente estaremos fortalecendo esta democracia que decrepitamente se oferece perante nossos olhos nos dias atuais.

Somente com pressão social tais medidas irão se estabelecer. Para exercermos pressão social, não basta sermos um grupo de 20 ou 500 ou 1000 pessoas. Precisamos ser milhões, afinados no mesmo pensamento. Comecemos aqui esta jornada e vamos firmes rumo aos nossos objetivos.

Na próxima semana, mais uma “Proposta Para Um Brasil Melhor”. Até lá, o que mais podemos realizar, objetivamente, para melhorar o país?