Simplicíssimo

Me Largue na Cela Sete

Um filme, que demonstra o porquê não deve existir a pena de morte visto por duas abordagens. Coloquei dois textos nas duas colunas que tenho atualmente. Deixo para você decidir onde eles se encaixam melhor.

Pseudomístico – a ciência do cotidiano 16/x

A vida está além do red, green and blue.

Violentos Haikais – série II / 16x

Entenda a burocracia
em si não contém o mal, é normal*
mal é quem aplica as leis, amacia**

Me largue na cela 7.

Para mim, O milagre na cela 7 é um excelente filme que poderia virar uma franquia. Digo isto porque cada parte dele tem um longa-metragem por trás. A história de um pai doce que tem uma vida tranquila e uma filha. Memo é uma doçura o tempo todo, um sujeito admirável, cheio de vida, brincalhão, bom pai.

A sua filha também é doce, esperta, brincalhona e chega à conclusão que é ótimo ter um pai como ela, que pensa e age como uma criança.

Uma infelicidade, uma fatalidade impuseram a ele um destino cruel. Só que, ao contrário do que se poderia imaginar, a sorte, desta vez, estava ao lado do incauto. Escapando ileso da única vez que sua vida esteve em risco, aos poucos, sua simplicidade foi conquistando amigos poderosos dentro do seu contexto.

Assim, manteve, dentro do possível, contato com os seus, mostrou leveza e, ao mesmo tempo sabedoria evitando confusões. Tão singelo e inocente, quase entrega o que mais amava nas mãos do inimigo. Porém, isto também serviu como prova de seu caráter.

Prisioneiros  questionados sobre seus pecados, mais uma vez mostraram ser pessoas como nós, que temos nossos erros, nossos acertos, a nossa própria maneira de encarar a vida. Pecadores de caráter, ardilosos por circunstâncias. Merecedores de seu perdão: “por favor me perdoe, sou só uma pessoa.”.

Então, gostaria de passar um dia com aquelas pessoas na cela sete, aprendendo a viver, a ser gente. Mais que tudo, a ideia sempre é ser o pateta, o Obelix, entre outros personagens como eles. Ou repetindo o grande poeta Carlos Drummond de Andrade, no Poema de Sete faces: vá ser gauche na vida.

Sobre o Memo, impossível não o querer bem. Tanto é que tenho certeza de que mesmo longe dos seus, em uma terra inóspita e desconhecida, ele estará a salvo, cuidado e feliz.

Não estou fazendo uma ode a vida simples ou empobrecida, muito menos enaltecendo a pureza espontânea… Vivemos com os lobos e temos que lidar com eles… Apensas podemos ser leves com eles… Firmes e, ao mesmo tempo, conseguir deixar fluir, sorrir e lidar bem com quem nos quer bem, de outro lado, precisamos mostrar o que importa e isto é simples, basta ver o argumento do filme: a pena de morte na Turquia não existe mais… pois o que importa mesmo é viver…. seja lá qual for a nossa vida.

Antes de comentar ou fazer seu veredito sobre este texto, leia a segunda parte “Te larguei (para os crocodilos) Cela Sete”, com outra versão sobre a linda história do Memo.

* Por enquanto a melhor maneira de ser mandado é pela burocracia, forma menos pior (erro gramatical proposital) que ser comandado simplesmente por tradição (reis e rainhas) e ou carisma (alguém que achamos melhor que nós em alguma ou várias coisas).

** Hoje, 3/06/21, o comando do exército brasileiro resolveu não punir Pazuello por dividir um palanque político com o presid anta Bolsonaro.

Foto de Ammar ElAmir obtida no site Unsplash.

Pedro Armando Furtado Volkmann

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