Simplicíssimo

AMAR É LINHA

 

Ele disse fim e ela ainda virou a página. Findaria ali a estória que podia ter sido e que não foi?
Fez sinal de ponto final e ela, linha tênue entre a delicadeza e o silêncio, aguardava  um aceno.
Nada feito. Fim é fim. Ponto. Entre ele e ela, dois corações carmezins, traspassados por uma
flexa irônica, pediam bis e aplaudiam o mudo adeus do lápis de carvão à linhazinha amarelada da agenda do poeta.

 

Lilly Falcão

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