Simplicíssimo

O próprio e o universal.

Tenho que achar graça mesmo das coisas que acontecem comigo. Parece que as situações diariamente têm o cuidado de manter claro de forma indelével que nada está sob meu controle, nem relativamente tão pouco absolutamente.
Deter o controle das coisas é muito confortável e desejoso, saber o quê, quando, onde, como, quem, por que, talvez resuma os desejos mais universais do homem, pelo menos do homem ocidental.
Contudo a impressão que eu tenho é que não foi dado ao ser humano apreender todas as estas coisas, ao menos não todas de uma só vez. – Se ficamos loucos na busca por isso, penso: O que seria de nós se pudéssemos dar conta de tudo?
Isso tem levado o homem a um sistemático isolamento social, uma separação em tribos, gangues, camadas sociais, condomínios e em outros tantos formatos, que em última análise, deixando de lado a busca por conforto e segurança física, tem por fim criar um sumário do universo que contenha os básicos “o quê”, “quando”, “onde”, “como”, “quem”, “por que”, entre outros pontos de conflito de maneira que se possam controlar minimamente estas entidades incontroláveis do universo universal em um universo próprio, isso provoca a realíssima impressão de poder, controle e conforto. O homem quer viver em uma mentira, desde que esta esteja sob seu comando.
Ignorar o universal e concentrar-se no próprio pode trazer felicidade.
Isso é engraçado ou não é?

Marcos Pedroso

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