Simplicíssimo

O que se chama amor

estava escrito
nas linhas
da palma da mão
o que eu
cego…
estava escrito
nas linhas
da palma da mão
o que eu
cego
não via…
e agora
ama-me com o cuidado
de quem assopra um corte
e agora
amo-te, pessegueiro em flor,

eternamente… ME PEGOU distraído, proseando com a vida nos fundos do rancho, aquele que chegou pra ficar. No início achei-o prepotente, por não pedir-me licença. Veio logo enchendo-me a casa de flores, a boca de sorrisos, os olhos de brilhos melosos, a garganta de cantigas, as mãos de afagos, as palavras de mel e o corpo de uma leveza de anjo. AS LARANJEIRAS floriram e o cusquedo abobou-se de refestelamento. Invadiu-me a morada como que de assalto e quando dei-me por mim já se banhava comigo, mateava comigo, almoçava comigo e me enchia o catre com sua presença e seu perfume. ENSINOU-ME UMA dorzinha fina e doída que até então não conhecia: saudade. Hoje, quando saio pra lida, quero depressa voltar e numa estranha matemática, subtraio-me diariamente e confesso-me metade, longe dele. ME PEGOU distraído proseando com a vida nos fundos do rancho, aquele que chegou pra ficar E QUE SE CHAMA AMOR.

Cláudio B. Carlos (CC)

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