Simplicíssimo

Felicidade…

Pois é. Hoje acordei com uma puta vontade de ficar feliz, muito feliz.

Mas, já estou tão acostumado a levar pau, que me tornei um pessimista, um cético. Não, ainda não um niilista. Ainda não.

Fiquei um tempo me perguntando se dá ou não pra eu ser feliz. Afinal, hoje é domingo, o céu está limpo, a temperatura agradável, a roupa do varal secou rapidinho, tenho dois filhos muito espertos (e por isso dão uma mão-de-obra danada…), uma esposa companheira de longos papos noite a dentro, que além disso é linda (sou apaixonado por ela, mesmo depois desses anos todos, acredite), tenho meu próprio apartamento (bem localizado e que dá pra um gramado e umas árvores muito legais), trabalho com o que gosto, não tenho levado uma vida tão corrida e estressante quanto a maioria dos mortais, não preciso levantar cedo todos os dias, ainda tenho um monte de livros legais pra ler, CDs em tanto suficiente pra ainda não ter enjoado deles, tenho um toca-discos (que ainda funciona) pra ouvir meus LPs antigos (redundância que me faz sentir ainda mais velho…), posso passar bons momentos com meu filho mais velho e com o PlayStation dele (principalmente), posso desenhar e pintar a lápis com o mais novo, tenho tempo pra estudar e escrever (outras duas paixões)… Tá certo que ainda não tenho carro; mas, moro perto de onde trabalho, o que pode ser até melhor; tenho internet em banda larga, telefone com identificador de chamadas (esse detalhe é fundamental!), carimbo com meu próprio nome…

Acabo de lembrar que ainda não consegui minha camiseta do Voivod.

MERDA!

Assim não dá.

Leandro Laube

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