Simplicíssimo

Absurdos

Absurdos distintos dividem o mesmo recinto. De um lado, a incongruência, de outro, o revide. Diferentes visões de mundo se chocam num mesmo crânio. E o crânio chocado fica. Sempre rir, ensina-nos o Bozo. Se me perguntam de que rir, rindo respondo eu que nada sei, até que a piada se manifeste. Límpida, rosada, arreganhada piada, de salão ou de baixo meretrício. De Américo, Amerício. Virgulino Lampião a gás boliviano. Vinho chileno é ruim, prefiro o da adega aqui perto, muito bom conhecer o dono, o produto fica encorpado pela personalidade do mesmo e a história de toda a sua família, que remonta aos primeiros imigrantes. Bom, muitas novelas exploraram o tema, mas pela TV não é a mesma coisa. Nunca é, não mesmo. E beber o vinho de algum chileno desconhecido não tem nenhuma graça. Aí não vale o princípio bozoísta. Não há como rir de um vinho sem graça, a não ser que se esteja bêbado, coisa que não pretendo. E por emendas encomendadas, de mãos muda o nosso tesouro. Palavras trocadas. Palavra sem salvação. A arte mundana do contraponto sem nó. Do pó ao pó, et coetera, et coetera, alegria, alegria, um C maior bem forte com café pra acordar do sono de mil anos. Ao ponto da cobardia, limite do absurdo, brinca e canta o moribundo, espetando marimbondos, dançando mambo e tocando bumbo-meu-boi. Espeto do churrasqueiro, churrasqueiro do presidente, Conhaque Presidente, a mão amiga na hora difícil. Ebolas me mordam. Quanto, absurdo. Quantum mudo. Ab-reação. Tenista maneta. Eta!

Luiz Eduardo Ulrich

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