Simplicíssimo

Eu mesmo

Como eu faço para ser o outro?

Agir como o outro?

Vestir-me como o outro?

Andar como ele?

 

Quero ser o outro e falar coisas belas

Viver entremeado a elas como se fossem verdades

E acreditar

Acreditar, quero acreditar que pode ser

Que pode ser além, que pode ser maior

Acreditar que posso pensar além da margem

 

Dar às idéias peso tal que flutuem

Assim como o outro faz

 

Desisto de ser quem sou, quem era

Por ora não sou o outro

Mas também não sou o mesmo!

Prefiro o hiato, o nada, o não ser

Vou à busca do caráter do outro

Terei a mente do outro. Eu pago!

 

Palmilhando o caminho da mudança

Faço planos para a roupa que vestirei

Com que perfume sairei

O outro é tão mais bonito do que jamais serei!

Marcos Pedroso

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