Simplicíssimo

Janeiro na História

Vitória da revolução Cubana, em primeiro de janeiro de 1959.

Revolta dos Escravos no Recôncavo Baiano, com queima de canaviais e fuga de centenas de negros, em 5 de janeiro de 1809.

Galileu Galilei observa as luas de Júpiter com seu primitivo telescópio. Suas observações levam à conclusão de que a Terra se move em torno do Sol, em 6 de janeiro de 1610.

Primeira greve que se tem notícia no Brasil, dos tipógrafos de três jornais cariocas. No dia seguinte nasce a imprensa sindical brasileira com o Jornal dos Tipógrafos, em 9 de janeiro de 1858.

Passeata de centenas de milhares de coreanos em meio à onda de greves contra a flexibilização de direitos trabalhistas, em 14 de janeiro de 1997.

Assassinatos de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht em Berlim, Alemanha, em 15 de janeiro de 1919.

Insurreição popular, encabeçada pelos indígenas e organizada pelo Parlamento dos Povos, derruba o governo Mauad, divide as Forças Armadas e ocupa o Congresso no Equador, em 21 de janeiro de 2000.

Nascimento de Antonio Gramsci, em Sardenha, na Itália, em 22 de janeiro de 1891.

Encontro nacional em Cascavel, Paraná, funda o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), em 24 de janeiro de 1984.

Congresso metalúrgico em Lins (SP) aprova a fundação de um partido de trabalhadores, em 24 de janeiro de 1979.

Primeiro grande comício por eleições diretas, com 250 mil pessoas na Praça da Sé, em 25 de janeiro de 1984.

Morre, na Índia, Mahatma Ghandi, em 30 de janeiro de 1948.

 

O que ligam fatos e pessoas aparentemente tão distintos quanto Mahatma Ghandi, Galileu Galilei, os escravos do Recôncavo Baiano, Rosa Luxemburgo, os índios equatorianos e os metalúrgicos de São Paulo? Além do fato de todos constarem como registro histórico na Agenda 2001 produzida e comercializada pelos simpatizantes do PSTU para ajudar a causa do seu partido, um fator importante não pode ficar de lado: a percepção, por parte deste grupo de pessoas, de que uma REVOLUÇÃO era necessária. A percepção de que a situação, do jeito que se apresentava, era insustentável e deveria, necessariamente, mudar. A crença inabalável de que, sim, cada um poderia e deveria fazer a sua parte para mudar o ambiente no qual vivem para transformar este mundo um lugar melhor para se viver. Cada um a seu modo, alguns pegando em armas, outros se unindo em partidos, outros pregando a não-violência, todos tiraram a bunda da cadeira e partiram para a ação. Uniram forças e foram à luta, luta aqui vista como um desafio ao conforto, à inércia, à inanição, palavras costumeiras aos corpos e mentes cansados de grande parte da população brasileira e mundial, que docilmente aceita o pão que os diabos amassam dia após dia, tornando uma vida anestesiada a regra da qual poucos tem a ousadia de fugir.

Vários passos tem sido dados para escapar dessa pasmaceira sonolenta e cada vez mais infértil. Poucos rebelam-se contra “tanto ter que caminhar e dar muito mais que receber”. Poucos são os que se revoltam ao “ver que toda essa engrenagem já sente a ferrugem lhe comer”.  Muitos, esses sim, são aqueles que “sonham com melhores tempos idos… Contemplam essa vida numa cela, esperam nova possibilidade, de verem esse mundo se acabar…”

É, vida de gado, povo marcado, povo feliz. Anestesiado na ignorância e no egoísmo de viver para si e ninguém mais. Que tenho eu a ver com o bem-estar do outro? Minha limitação é tão grande que não percebo que a felicidade do outro é a minha também. Deixe-me assim, escondido no prazer do aqui e do agora, na condição de zelar pelo meu carro e pela minha casa, que mais que isso não posso almejar.

Doa no coração e no estômago de quem tem um filho doente sem boas condições de lhe tratar os vermes, os micróbios e a fome. Isso não é comigo, já pago meus impostos.

Rodrigo Monzani, parabéns pelos seus escritos. Seguirei sempre aplaudindo. Preciso também recomendar a visita aos seguintes sites: Editora Imaginário, Faísca Publicações Libertárias, Nu-Sol, Centro de Mídia Independente e Vida Simples, este para aprender a harmonizar a revolta com energia para tomada de ações. Comprem todos livros que puderem sobre o pensamento libertário. Nunca é tarde demais para aprender a se preocupar com o nosso lado humano.

Rafael Reinehr

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