Simplicíssimo

2022: uma odisséia no espaço cultural brasileiro

Em 1822, independência política do Brasil. Em 1922, Semana de Arte Moderna e a antropofagia – independência cultural. Em 2022, independência do indivíduo (vamos tentar?) Apesar de ser um projeto um tanto megalomaníaco, já temos elementos suficientes para realizar uma nova revolução, em que cada pessoa consiga manifestar plenamente suas vontades em harmonia com os propósitos da sociedade. O que verificamos é a anulação das vontades individuais em benefício de uma idéia equivocada de coletivo – que, em verdade, é a representação dos interesses de uma minoria infinitamente inferior a esse “coletivo”.
Com tantos estilos musicais e artísticos, tanta miscelânea de que é composta nossa cultura, poderemos mudar a realidade de nossa educação paternalista e atrasada a fim de dar subsídios às novas gerações para mudar o atual quadro de estagnação no pensamento, na REFLEXÂO e QUESTIONAMENTO das mudanças na sociedade.
Assim, capacitaremos muita gente para relativizar os papéis das mídias e, futuramente, para obterem uma autonomia capaz de tornar sua passagem pela Terra assaz prazerosa. Esse é o intuito da filosofia e do Simplicíssimo, acho eu (ao menos esse é o meu intuito…)
Como faremos desses dezessete anos até 2022 o esteio de um marco de 200 anos após a nossa primeira independência? É o que já vem sendo feito através desse canal, contudo de maneira mais ampla. Pequenos focos ‘incendiários’ – flamejantes, como preferiria o Rafael – devem-se estabelecer em todo o país em diversas ramificações artísticas. Sustento a tese de que devemos passar pelos meios de educação tradicional, realizando uma autocrítica desse modelo falido de transmissão de conhecimentos tão necessários ao desenvolvimento do eu e do todo.
Oportunistamente, dizem que ‘educar é tudo’ e pregam a antítese dessa expressão em editoriais, reportagens tendenciosas e omissões – principalmente omissões. Para dar uma idéia a um conjunto que algo está errado, faz-se mister regredir ao nível de linguagem e de conhecimento dele. Esse é o desafio, enfrentar o Diário Gaúcho, a novela das oito, o Raul Gil, o pastor dinheirista, os assistencialistas.
2022: o indivíduo inserido pela sociedade passa pela contemplação de suas diferenças, não só das afinidades com os outros. Vamos fazendo saraus, educando, filosofando, colocando a reflexão racional sobre temas de interesse geral na pauta do dia, dos dias. E desfrutar do ócio quando necessário, inclusive.
Alguém tem dicas sobre como fazer dessa data um marco? Eu vou fazendo projeções sobre a educação. Anti-“educar é tudo”. Porque educar é tudo.

Eduardo Macedo

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