Simplicíssimo

Desprogramando a violência

Com o crescimento da violência nas cidades o medo tornou-se fiel companheiro de milhares de pessoas. Por conseqüência, as mentes dessas pessoas foram programadas para o “olho por olho, dente por dente”, “bateu levou” ou “aqui se faz, aqui se paga” de maneira indiscriminada, como todo o comportamento baseado na irracionalidade e no próprio medo.

A violência aumenta na mesma proporção que a miséria, que a fome, que a falta de emprego e todas as mazelas sociais que assolam o nosso país e como meio para conter esse “demônio” a população acaba adquirindo armas, numa falsa promessa de se obter segurança.

Vivemos atualmente como protagonistas de um clássico filme de faroeste, cujo nome poderia ser “Terra sem lei” ou “Justiça pelas próprias mãos”. Bacana, né? Bacana coisa nenhuma, pois violência só gera violência.

Creio que o desarmamento é um meio eficiente para aos poucos irmos diminuindo os índices do terror, mesmo sabendo que assim não estaremos atacando a causa do problema, mas apenas amenizando um efeito de uma grave crise social.

Falo em desarmamento, mas principalmente no sentido de nos livrarmos de sentimentos que geram a violência e não apenas em abandonar as armas. Armas letais de verdade são os nossos sentimentos de intolerância, de preconceito, de indiferença e de egoísmo. Nessas chagas é que todos nós como sociedade deveríamos empregar os nossos maiores esforços.

Quando nos importarmos mais com os outros estaremos construindo uma justiça preventiva gerada não apenas nas escolas e nas oportunidades de trabalho, mas também em qualquer momento das nossas vivências no dia-a-dia. A justiça punitiva que temos hoje é apenas fruto da própria violência.

Vamos deletar da nossa mente as causas desse mal e vamos instalar os softwares da paz, da fraternidade e do amor que já vem protegidos contra vírus e possuem atualização gratuita. Não esperemos que o governo faça tudo, vamos realizar a nossa parte! Desarmamento já!

João Francisco C. de Oliveira

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