Simplicíssimo

Ombudsman

Caros leitores, este velho ombudsman-pigmeu acolhe com altivez, tranqüilidade e sabedoria as provocações a ele dirigidas, não é a primeira vez que tentam desestabilizá-lo com provocações ou instigá-lo a cometer agressões gratuitas a textos indefesos e autores doces. Caros leitores, este velho ombudsman-pigmeu acolhe com altivez, tranqüilidade e sabedoria as provocações a ele dirigidas, não é a primeira vez que tentam desestabilizá-lo com provocações ou instigá-lo a cometer agressões gratuitas a textos indefesos e autores doces. Por que, afinal, esta sede de sangue, este desejo vil de estraçalhar as esperanças de alguns mortais que ensejam se tornar verdadeiros poetas ou escritores? Se alguns autores se derramam sobre o papel virtual, transbordam em sentimentos amorosos ou constroem intrincados argumentos e pareceres críticos sobre assuntos talvez já digeridos e evacuados há muito tempo, não será este ombudsman, que tem uma missão crítica, porém não perversa, que irá apontar eventuais falhas essenciais ou formais, aliás, para um intelectual ligado ao que é pós-moderno (o que não é o caso deste ombudsman) nem há tais categorias. Abaixo o ressentimento, esse veneno, subproduto da vaidade que anseia por aplausos!

O último número do Simplicíssimo (louvado seja!) está sensacional. O épico e sutil combate psicológico entre o gato e o pós-graduando (o gato como sombra, representando os pavores inerentes a uma pós-graduação e os desejos auto e hetero-destrutivos do bolsista…), o editorial com gosto de sabão maraschin (alguém já provou?), as considerações e devaneios sobre a temporada cultural porto-alegrense (ilhota de civilização lamentável nas palavras de A. Camus, em sua única passagem por aqui), a poesia de A. de Queiroz (do material publicado o mais comentado e elogiado, ele recebeu até “jinhos” de uma fã); a crítica do Nós Que Aqui Estamos…, enfim, uma beleza! Só senti saudades de alguma receita especial à altura das anteriores. Com relação ao “escrever por escrever”, bem, fiquei morrendo de inveja por não ter passado por aqueles lugares, então parei de ler antes do fim já que não consigo gozar com o pau dos outros.

E já que toquei no assunto agora pouco, lá vai: ler os comentários, este é o mais delicioso dos manjares do Simplicíssimo (louvado seja!). Elogios rasgados, namorados se declarando, ombudsman sendo provocado, silêncios constrangedores, declarações de amor à web, gente descolada… uma festa! Sinceramente, nem sei se na próxima edição não lerei antes os comentários (quiçá apenas os comentários).

Para terminar gostaria de sugerir ao editor que contrate o gato do nosso bolsista para entrar para o conselho editorial do Simplicíssimo (louvado seja!), tenho certeza que terá muito a colaborar (inclusive com este ombudsman).

Jinho delicieux para todos.

Maurício Silveira dos Santos

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