Simplicíssimo

Por quê escrever?

O registro que temos do passado está no que foi materializado, e inclui o que foi escrito. Antes, privilégio de poucos e desejo de muitos, agora muitos e muitos. Por vezes me pergunto se todo esse lixo cibernético que produzimos diariamente e ainda não aprendemos a reciclar tão bem quanto o lixo real (mesmo que nem todos o façam), serve de alguma coisa no presente ou valerá alguma moeda no futuro. Quem sabe nossa rica manifestação do pluralismo de idéias, liberdade de raciocínio (nem sempre de expressão), heterogeneidade dos grupos e indivíduos sejam mais importantes do que o conteúdo de nossas letras e frases combinadas com ou sem métrica e gramática? E o que não foi escrito, esconderá nossos medos, nosso instinto competitivo e nosso individualismo contemporâneo que tomou conta desta batalha viva? Mas encontro nesse momento dois grandes motivos para me desenrolar feito um tatuzinho de jardim (ou um carangueijo da casca que talvez fosse melhor para meu eu canceriano) e iniciar essa marcha deixando algum sinal de qualidade e validade totalmente questionável por quem quiser ler (enquanto escuto uma canção ou qualquer bobagem). Um deles se chama Rafael, a quem admiro pela forma que realmente vive os momentos de sua vida. Ele é o próprio SIMPLICÍSSIMO! O outro se chama Letícia, porque todo chato que se mete com essas coisas de cultura precisa ter uma musa inspiradora. Então, my friend, considere este um grito de resposta ao teu indignado pedido de ajuda e saiba que poderá contar comigo edições que se seguirão.

Eduardo Hostyn Sabbi

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