Simplicíssimo

Belo e efêmero

Um amigo meu da época de colégio me advertiu hoje que só sei escrever poemas sobre coisas ruins. Ora, tenho dúvidas de que meu último poema publicado aqui (Best-seller) seja sobre algo realmente negativo; a maior parte de minhas idéias surge justamente de dúvidas. Às vezes, ainda, a inspiração vem de um livro que eu estou lendo ou de um filme que assisti.

Mas não é sobre inspiração este texto. Refleti acerca das palavras de meu colega e descobri que, de fato, não são os momentos mais alegres que registro. Lembrei então de um trecho de "O Silmarillion" (J.R.R. Tolkien): "É que da bem-aventurança e da alegria na vida há pouco a ser dito enquanto duram; assim como as obras belas e maravilhosas, enquanto perduram para que os olhos as contemplem, são registros de si mesmas; e somente quando correm perigo ou são destruídas é que se transformam em poesia". (pág 110)

Por isso nunca consegui terminar de ler obras românticas nem gostei de poemas parnasianos. O que é belo, na minha concepção, vai para capas de revistas, fotografias, papéis de paredes de computador. O que é belo é para se viver, independente de registro: é para aproveitar o momento e eternizá-lo em nossas mentes. Mesmo quando presenciamos uma cena maravilhosa ou vamos a um lugar esplendoroso, e ao voltar de viagem tentamos descrever a nossos amigos e parentes, nada se compara ao que realmente aconteceu. O belo é efêmero, porém inesquecível.

Entre construções humanas e belezas naturais, minha preferência estética é pela segunda opção. O Brasil é um país absurdamente rico de paisagens paradisíacas e tenho muito orgulho de morar aqui. O mundo está repleto de coisas novas a serem descobertas. Mas tudo está sendo destruído por nossas próprias ações.

Alertas todos os dias são dados pelos ambientalistas, mas a sociedade insiste em não ouvir. As medidas mais radicais devem ser tomadas pelas indústrias, mas todos podemos colaborar com o planeta de algum modo. Trocar lâmpadas para economizar energia, tirar a tomada dos aparelhos em stand-by, fechar a torneira da pia enquanto escova os dentes… Parecem pequenos atos, mas ajudam bastante a Terra.

A moda atual é aquelas eco-bags vendidas em supermercados. Pergunto-me, porém, sempre que as vejo, se é apenas moda ou se as pessoas estão de fato tomando consciência da necessidade de mudar hábitos. Torço para que seja a última alternativa…

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Mariana Barbosa Ferraz Gominho

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