Simplicíssimo

ANO NOVO, DESLIZAMENTO VELHO…

         Fugi por um tempo. Nada demais, apenas umas semanas de férias nos escritos, muito propícias para repensar algumas posições, algumas formas de manejo, algumas reavaliações de valores.

         Não sei dizer se voltarei com força e vontade, se agora vai, se pegarei no tranco para destilar minhas fracas idéias pelo éter universal.
         A mistura dos dias corridos, as várias atribuições para míseras 24 horas que cada dia nos proporciona, a sensação de ir deitar à noite com algumas ou muitas coisas faltando a resolver, enfim, alguma coisa me fez parar, e repensar.
         Todo escritor, famoso ou anônimo, anseia pela fama, pela audiência, pelo poder da própria palavra escrita. Eu também. E quando digo fama e poder, estou muito longe de conversas financeiras. Estou falando mesmo é de influência.
         Sou um ferrenho leitor de minhas próprias escritas. Sou um feroz crítico de minhas idéias. Raras oportunidades acabo por concordar com o que escrevi. E isso acontece bem pouco tempo depois de publicado meu manifesto.
         E à medida em que os cabelos brancos tomam conta da cabeça, a não-aceitação de novas idéias torna-se mais forte, e é aí que eu inicio meus debates internos, forçando-me a malear-me, obrigando-me a aceitar.
         E iniciamos mais um ano, ainda novo, ainda cheirando a leite, mas pelos acontecimentos naturais da região sudeste brasileira, o cheiro não é bem de leite e fraldas.
         E infelizmente não será o último ano em que tragédias naturais, facilitadas pelo descaso de pessoas, poder e povo, matará pessoas, destrinchará famílias, e gerará muitos e muitos especiais de televisão, com direito a muitas lágrimas captadas ao vivo, audiência, e patrocínios.
         Feliz ano novo, de novo, mais uma vez, a todos, sabendo desde já que essa felicidade superficialmente desejada dificilmente se concretizará à maioria de nós… A não ser que nos alienemos, talvez a única saída.
         E bom Big Brother a todos!!!
         Marcos Claudino, profissional de Recursos Humanos, 41 anos, otimista em relação ao próprio pessimismo, por enquanto.

Marcos Claudino

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