Simplicíssimo

Aos que importam

Vai, meu irmão, pegue esse avião…

Lá vai o Moa. Acabou de lançar às pressas seu terceiro livro, terceira cria, cuja parte que mais gosto é a dedicatória. “Para Marcão, querido amigo, irmão de longas jornadas, com grande beijo”.

Lá vai o Moa, desbravar nossos colonizadores, encontrar as mulheres de bigodes (que maldade!!), conhecer e fazer-se conhecido. Não sabe bem quando volta, se volta, e se voltar, se fica… Melhor assim, ou pior, pra nós…

Tínhamos pouco tempo, e os amigos estavam em peso, loucos para aproveitar no momento da dedicatória a oportunidade de matar as saudades, e dar aquele amargo “adeus”, boa viagem, boa sorte, boa vida. Sem saída, escolhi o mesmo caminho, e tentei aproveitar aqueles valiosos e poucos minutos. Feito, missão cumprida.

Missão cumprida uma ova… E esse vazio no peito, essa angústia que temos quando não temos certeza sobre o futuro de nossos amigos? Pois é, durou até pouquíssimo tempo atrás. O telefone tocou e trocamos nossas idéias com mais tempo. Bom demais. Agorinha a pouco, aqui no trabalho.

Lá vai o Moa, levando os meus e muitos tantos outros desejos de felicidade, se ela existir realmente. Porque pessoas como ele sempre levam energias positivas de quem tão facilmente conquistam. Vai Moa, e quando e se a saudade daqui bater muito forte, escreve mais um puta livro desses que você nos presenteia de vez em quando.

Amigos não têm porque ou pra que. Amigos são, e nem importa os “se”. Não existem meio-amigos, mais ou menos amigos. Apenas importa que sempre nos sentimos em dívida com eles, tamanha a vontade de ficar com todos eles, sempre, porque senão essa vida seria realmente uma merda.


Dedicado ao Dr. Moacyr Godoy Moreira, e a todos vocês que sabem muito bem o quanto os prezo. Obrigado

Marcos Claudino

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