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De Volta pro Vanilla Sky do Futuro – Cap IV…

Capítulo IV – Das peculiaridades ao início da viagem…

Chegou em casa e a esposa não estava. Tomou uma ducha de ar quente (finalmente), jantou e sentou-se para ver TV. O noticiário, como sempre, não mostrava nenhuma notícia alarmante. Tana chegou e foi direto pro banho. Quando saiu, Max já estava deitado, tentando ler um livro virtual, não conseguindo prender muito a atenção.
– Algum problema no serviço?
– Nada demais, amor… Um cliente resolveu nos incomodar por mais de três horas, dizendo que seu gato-andróide veio com defeito de fábrica.
– E estava mesmo com defeito?
– Sim, o gato late e levanta a perna traseira para urinar… Mas o problema é que trata-se de um caso para a assistência técnica, não para o revendedor. Mas conseguimos convencer o velhinho, que trocou o bichano por um mini-tigre emborrachado.
– Sempre achei um desperdício os três anos de faculdade em Plutão, para ser uma bem sucedida vendedora técnica, e acabar vendendo bichos-andróides. Mas, a decisão foi sua e eu não interfiro.
– É bom mesmo… Sabe que gosto de reprogramá-los… São como filhos meus… E. além do mais, ganho mais que você e ajudo nas despesas de casa…
– Aí você realmente me convenceu… Boa noite, senhora vendedora de gatos que latem.
– Boa noite, senhor vendedor de ferro-velho…
 
O sono veio rapidamente e, com ele, um sonho muito estranho e real. Estava voando muito rapidamente, lembrava-se de momentos da infância, as brincadeiras com Joc e seu falecido irmão. Lembrou-se do acidente com o Jet-Bus, e o desespero de Joc ao perder o irmão Tam. Lembrou-se do dia em que conheceu Tana. A funcionária do alistamento prometeu-lhe uma esposa encantadora e meiga. E Tana era exatamente o que ele esperava. Lembrou-se da perda do filho e da dor de Tana ao saber que não mais poderia ser mãe. Lembrou-se de quando dava aulas no planeta Capela. Dos alunos endiabrados que o adoravam. Lembrou-se do primeiro dia no atual emprego. Da primeira venda, da compra do Jet novo e do roubo, em Mercúrio…
Acordou com uma luz muito forte e amarela no rosto. Tentou olhar diretamente para aquela imensa bola de fogo, mas seus olhos cegavam quando tentava.
– Meu Deus! Um sol amarelo!!
 
Continua…


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Marcos Claudino

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