Simplicíssimo

Edição 308 (24/12/08) – Pois bem, é Natal…

Mais um Natal. Pessoas deslocando-se pelas auto-estradas para irem ao encontro de suas famílias, outras tantas, por sua vez, buscam na companhia dos amigos o ambiente ideal para “festejar” a passagem desta data.

Quer seja momento de contemplação, reflexão acerca da história do Homem e sua relação com os demais, celebração de um ritual religioso ou até mesmo uma simples expressão do ímpeto consumista humano, o Natal pode ser considerado “quase” um fato social.

Por fato social – antropologicamente falando – compreende-se um evento de escala global, que se expressa em várias culturas e é assim explicada por Émile Durkheim:

É um fato social toda a maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coação exterior.”; ou ainda, “que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independente das suas manifestações individuais.”

Ou ainda:

Todas as maneiras de ser, fazer, pensar, agir e sentir desde que compartilhadas coletivamente. Variam de cultura para cultura e tem como base a moral social, estabelecendo um conjunto de regras e determinando o que é certo ou errado, permitido ou proibido.”

A maior parte das pessoas que “comemoram” o Natal podem não perceber a estrutura que historicamente se formou em torno da data e as mutações que esta mesma estrutura vem apresentando. De uma celebração em que o leitmotif era o congraçamento familiar e a integração com a comunidade, passamos para uma outra, em que a corrida aos shopping-centers e às “25 de marços” passou a ser a tônica.

Mas não, não quero aqui – mais uma vez como tanto já foi feito por oradores infinitamente mais hábeis do que eu – criticar o apelo consumista da data.

Se pudesse escolher o que quero neste Natal, e me escute Papai Noel, já que tenho sido um bom menino neste ano de 2008, o que quero é que as pessoas consigam parar para pensar no rumo que suas vidas tomam a cada dia e que as mesmas tenham capacidade plena para avaliar e corrigir este rumo caso isso seja necessário. Quero o fim da anestesia do espírito da grande parcela da humanidade que vive com gosto de plástico na boca e não tem força para soltar amarras feitas de papel não reciclado.

Quero aumentar meu grau de lucidez e primar por boa dose de juízo crítico, além de capacidade de persuasão e uma pequena dose de sorte para encontrar pessoas especiais, singulares, para me ajudar na tarefa de tornar este um canto da galáxia melhor para se habitar.

Papai Noel, se o meu pedido for muito grande, pode me fazer só uma visita e me dar um gostoso abraço. Vou ficar igualmente feliz.

E aos leitores do Simplicíssimo, fica o meu Feliz Natal na nossa língua-mãe e em algumas dúzias de outras línguas:

* Albanês – Gezur Krislinjden

* Alemão – Frohe Weihnachten

* Armênio – Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand

* Bretão – Nedeleg laouen

* Catalão – Bon Nadal

* Coreano – Chuk Sung Tan

* Croato – Čestit Božić

* Espanhol – Feliz Navidad

* Esperanto – Gajan Kristnaskon

* Finlandês – Hyvää joulua

* Francês – Joyeux Noël

* Grego – Kala Christougena

* Magyar – Kellemes Karácsonyt

* Inglês – Merry Christmas

* Italiano – Buon Natale

* Japonês – メリー・クリスマス Merii Kurisumasu (modificação de merry xmas)

* Mandarim – Kung His Hsin Nien

* Neerlandês – Vrolijk Kerstfeest

* Norueguês – God Jul

* Occitan – Buon Nadal

* Polaco – Wesołych Świąt Bożego Narodzenia

* Romeno – Crăciun fericit

* Russo – С Праздником Рождества Христова S prazdnikom Rozhdestva Khristova

* Tcheco – Klidné prožití Vánoc

* Sueco – God Jul

* Ucraniano – Srozhdestvom Kristovym

(cortesia: Wikipedia)

Quero também aproveitar e dar as boas-vindas ao nosso amado Luiz Maia, grande escritor Recifense que volta nesta edição a colaborar com o Simplicíssimo depois de 3984632969465946956945 dias afastado. Seja be-vindo à trupe, Luiz!

Rafael Reinehr

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