Simplicíssimo

Eu queria ser francês…

…entre às 16 e às 18 horas do dia primeiro de julho de 2006. Nesse horário estava acontecendo a final do campeonato municipal de futebol de botão entre os times da França e do Brasil.

Como todos sabem, no futebol de botão a peça mais importante do jogo é o técnico, aquela figura que, além de dar as palhetadas nos botões é o responsável por decidir o posicionamento dos mesmos na mesa e também é quem define sua movimentação.

Naquele dia fatídico, eu estava torcendo para o time do Brasil, porque o técnico era meu (até então) amigo Pé-de-Uva.

Para minha total decepção, quem arrasou mesmo foi o time de botão da França. Seu posicionamento ofensivo esmagou durante praticamente todo jogo qualquer possibilidade de um gol ser alcançado pelo time do Brasil.

O que mais chamava atenção era o comportamento do técnico do time do Brasil. Dos jogadores, como se sabe, pouco se pode reclamar, pois são peças sem movimentação quem zanzam para lá e para cá atrás da pequena bola, sob orientação do técnico. Acontece que, naquele dia, o técnico parecia tomado por uma apatia terrível. Como se fosse mágica, os botões foram contaminados por esta inércia e não conseguiram acertar um chute a gol, exceto por um único disparo ao término do segundo tempo..

No final das contas, o time da França acabou ganhando por um a zero depois de comandar todo o jogo.

Foi decepção geral. Para mim que tinha acompanhado o time do Brasil desde a fase classificatória do campeonato, não podia acreditar que a despedida fosse tão vazia e triste.

Bem, tudo não teria passado de mais uma fortuita derrota de um time para o qual eu torcia, não fosse a descoberta, dias depois, de um esquema no qual o técnico Pé-de-Uva receberia uma grana preta para entregar o jogo para o técnico do time da França, sabidamente um ricaço que não tinha nada a perder comprando o jogo do rapado e desonesto técnico do Brasil.

Ninguém até hoje conseguiu engolir esta história, mas parece que não foi a primeira vez que isso aconteceu. Houve, 8 anos antes um outro jogo neste mesmo campeonato entre Brasil e França onde esta mesma suspeita havia se instalado mas naquela ocasião não foram encontradas provas.

Ainda é, sem sombra de dúvidas, o dinheiro a mola-mestra que move o mundo. Se o Pé-de-Uva entregou sua honra em troca de dinheiro foi escolha dele. Se isto é certo ou errado, se vale a pena ou não, deixo para você decidir. 

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PS: não nos estressemos demais! Isto é somente ficção. Nossa seleção brasileira ainda é inigualável em seus feitos e não podemos nos deixar abater por qualquer queda, por pior que seja. Vamos passar um merthiolate na ferida e vamos que vamos. A peteca não pode cair!

Rafael Reinehr

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