Simplicíssimo

Fobias

Xenofobia. [de xen(o) – + fobia.] S.f. Aversão a pessoas e coisas estrangeiras; xenofobismo: “captar… o apoio de grande maioria do povo, em quem o nacionalismo antidinástico é um caso particular de xenofobia, o ódio ao estrangeiro, que o caracteriza.” (Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos, p. 123).

Dicionário Aurélio.


Homofobia
(homo= igual, fobia=do Grego φόβος "medo"), é um termo utilizado para identificar o ódio, aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais ou homossexualidade.

Wikipédia.

A Eurocopa 2008 serviu para algumas conclusões. Lindo campeonato. Organizado, futebol bonito, ótima conclusão. Algumas tristes. Idéias separatistas sempre estiveram presentes na humanidade. Algumas com conseqüências já conhecidas historicamente. Na África, ainda hoje recebemos informações de tribos dominantes dizimando as menores, não sem boas doses de estupros, mutilações e outros tratamentos menos dignos ainda. Na Europa, dito o berço da civilização ocidental, vemos manifestações estritamente discriminatórias quanto a afirmações de superioridade desta ou daquela etnia. Jovens politizados, informados, bem alimentados e educados servem de catalisadores de idéias que julgávamos apenas históricas. Mas estão na prática alarmando a humanidade no auge do progresso tecnológico e ético. Hitler, Milosevic, Sadam, Mussolini e Amim Dadá continuam muito vivos, fazendo a cabeça das pessoas que num futuro muito próximo terão nas mãos o domínio comercial e cultural do planeta. Mais que uma defesa de suas posições conseguidas à custa de muita privação, o velho mundo separa ridicularizando, ameaçando, usando de violência e jargões tão antigos que chegamos a pensar que são novos.

Aprovada no Congresso Nacional a caracterização da homofobia como crime. Pelos mesmos motivos descritos sobre o tema acima, vangloriamos uma das poucas ocasiões em que se percebe um pouco de lucidez dos nossos representantes nacionais. Tudo lindo e maravilhoso, exceto… Pois é, tem o exceto. Tenho que tomar muito cuidado em não ultrapassar a tênue e frágil barreira do respeito e liberdade de expressão, neste momento, caminhando em linha de colisão com a primeira afirmação. Liberdade de credo. Pois algumas ou várias linhas religiosas consideram a homossexualidade uma doença, ou aberração. Acima do fato de que este que vos escreve seja contra esta concepção, está a discriminação de uma característica puramente religiosa, que também tem garantida sua liberdade por nossas terras. O que fazer? O que é certo? O que a lei define ou o que o pastor difunde? Teremos nós que mentir para um dos lados, escapando da condenação criminal ou teológica, nunca as duas?

Terei que tomar mais umas doses para pensar melhor, ou para esquecer estes incertos temas de nossos dias de realidade virtual, informação distorcida ou direcionada. Mas terei que tomar em casa, ou na companhia de um amigo chato, que não bebe, para levar o carro. Porque depois do primeiro copo já seremos criminosos ao volante. Mas será que se eu tomar menos álcool serei mais tolerante com os estrangeiros, com diversidades sexuais e com o pastor? Ficar bêbado em casa não tem a menor graça. E se eu chamar todos para beberem na minha casa, não terei espaço para todos dormirem, pois não poderão ir embora.

Não sei, não sei amigo. Estou com medo. Fobia. Fobia do ser humano, este maluco que dificulta tudo neste planeta. Sem ele, seria tudo mais fácil. Mas sem ele, não existiria a Dona Glaucia, a Dona Edith, O senhor Mauro e sua prole, o senhor Marcio, e todos os senhores e senhoras que fazem parte de meu seleto grupo de afins, não menos nem mais seleto que o seu grupo…

Ok, vou pro bar, levando meu colchonete…

Marcos Claudino

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