Adriana Deffenti

SVocê ganhou o apelido de "Diva do Bonfim" aqui em Porto Alegre. Como é essa história?
AD — Isso foi coisa do Nico, de quando gravamos a ópera (As 7 caras da verdade). Acho que é porque eu canto lírico mas sou punk demais pro perfil de cantora lírica. Também moro no bairro, sei lá!

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SVocê ganhou o apelido de "Diva do Bonfim" aqui em Porto Alegre. Como é essa história?
AD — Isso foi coisa do Nico, de quando gravamos a ópera (As 7 caras da verdade). Acho que é porque eu canto lírico mas sou punk demais pro perfil de cantora lírica. Também moro no bairro, sei lá!

SO CD Peças de Pessoas inclui um repertório bastante Porto Alegrense, com vários músicos daqui. São as tuas influências musicais? Que outras mais trazes contigo?
AD — Eu gravei essas músicas porque me sentia próxima delas, mas isso não quer dizer que sejam minhas influências mais importantes. Na veradade eu busquei cantar coisas novas, inéditas ou quase, e que eu conseguia imaginar uma outra interpretação. Influência é uma coisa que a gente não tem como definir. Tem uma série de coisas que a gente ouve e pensa que não tá prestando atenção. Quando vê, tá fazendo igual!

SA propósito, qual sua opinião sobre a cena musical gaúcha nos dias de hoje?
AD — Eu não sou a melhor pessoa pra opinar sobre isso pois não tenho a menor idéia do que tá acontecendo em Uruguaiana, por exemplo! Não sei nada de música nativa (que é o que mais se faz no RS, diga-se de passagem!). Mas do que eu conheço, tem coisas que eu gosto muito, muito bons compositores de MPB, instrumental de primeiríssima, rock n’roll bacana, jazz também, bons instrumentistas/arranjadores de música erudita… Mas não é regra. Sinto a maioria dos trabalhos repetindo padrões, até mesmo padrões de música que foram consolidados aqui. Isso tem o lado bom, que mostra que a nossa música urbana tem identidade. O lado ruim me parece algo que se passa com a música mundialmente.

SO que falta para nossos artistas aprecerem e PERMANECEREM visíveis no eixo Rio-São Paulo, sabidamente centro distribuidor e criador de opinião a nível nacional?
AD — O mercado fonográfico (e não só ele!) mudar radicalmente! Ou a gente criar eixos de distribuição da cultura local pelo país! O pessoal tava falando sobre os CTGs no seminário "Rumos" do Itaú Cultural. Os CTGs nada mais são que um mecanismo difusor de uma cultura (ou pretensa cultura) gaúcha que funciona no mundo todo! Os baianos se juntaram em torno da idéia da axé music e virou uma praga! Acho que é uma questão muito mais pragmática e de mercado do que cultural e, infelizmente, não existe uma resposta exata pra isso.

SAlgumas faixas deste CD foram também gravadas pelo Juli Manzi em "365 exigências de camarim". Gosto, coincidência ou algo mais?
AD — Eu toquei na banda do Juli, gravei vocais e flautas no disco. Além disso nós namoramos durante um bom tempo, inclusive quando ele escolheu "Querendo Chorar" pra cantar. Eu cantava ela nos shows. Também cantava a "Música para…" no meu show antes de sair o "365…".

SMas também existem músicas de sua autoria. Há alguma inclinação para interpretar ou compor?
AD — Existem as duas coisas. Tô compondo mais no momento.

SFora da música, em que te inspiras para fazer tua música?
AD — Na vida.

SHá pouco abriste o show do Ney Matogrosso e Pedro Luiz e a Parede no Teatro São Pedro. Sem dúvida um merceido reconhecimento pelo teu rabalho. Como foi essa experiência?
AD — Foi muito gratificante. Não esperava a reação tão efusiva que teve o público ao me ver. E eu adoro o Nei, tenho todos os Cds do Pedro Luís e a Parede. Me deixou muito contente.

SE o trabalho com o Nico Nicolaiewsk y em "As Sete Caras da verdade", matéria inclusive de reportagem no Fantástico?
AD — Superbacana! Gosto um monte do trabalho do Nico, gosto muito dele também. Gravar a ópera foi um desafio bastante difícil e que eu fiquei contente com o resultado. Exigiu habilidades que eu quase nunca tenho oportunidade de utilizar.

SPercebe-se nos shows um grande número de fãs do público feminino que se declaram literalmente apaixonadas por você, somadas aos barbados de plantão. Como administras a tietagem? Já passastes por alguma situação constrangedora?
AD — Eu gosto de quem tem educação, não me importa a opção sexual, se é das fãs homosexuais a quem estás te referindo. Acho muito fácil perceber quando alguém se aproxima com uma intenção negativa. Eu adoro quando qualquer pessoa se declara apaixonada demonstrando com respeito. Acho que nunca passei por uma situação constrangedora porque deixo isso bem claro. Sou afetuosa e gosto de ser assim. E não dou mole pra quem vem me incomodar.

SDepois de Peças de Pessoas, o que este crescente número de fãs pode esperar por aí?
AD
— Tô com o projeto no próximo cd na cabeça. Esta semana eu começo a escrever!

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SBate-bola:
– casa ou apartamento?
apartamento
– cidade ou praia/campo?
cidade
– comida chinesa ou italiana?
chinesa
– refrigerante ou água mineral?
água mineral
– preto & branco ou colorido?
colorido
– preto ou branco?
branco
– calça ou saia/vestido?
saia/vestido
– tênis ou sapato?
sapato
– Comédia ou drama?
comédia
– Romance ou ficção?
como assim? Acho que é "documentário"!!!
– Gre ou Nal?
não gosto de futebol
– Simples ou Complexo?
Simples

ADRIANA DEFFENTI – PEÇAS DE PESSOAS
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"Uma das melhores vozes da música gaúcha, em seu primeiro cd. Músicas de Vítor Ramil, Nei Lisboa, Teixeirinha e até "Going to California" do Led Zeppelin." (site Barulhinho)

Site Oficial:
http://www.adrianadeffenti.com.br/